estacionei o carro e fui em passo apressado em direcção ao elevador do piso -1 do El Corte Inglês, já perto da porta do elevador virei-me e lá estava ele, enconstado ao balcão da florista com aquele ar austero que o caracteriza, um ar meio lavado meio por lavar. lá estava encostado ao balcão. olhei, vi-o e ele viu-me a mim. virei-me de novo para o elevador. que giro, nunca o tinha visto ao vivo. bem, adiante. entro no elevador, marco o piso para onde quero ir e ainda me apercebi que vinha lá alguém para apanhar o elevador, fui a tempo e carreguei no botão para deixar entrar mais uma pessoa, eu estava com pressa mas como sei o que custa apanhar um elevador no ElCI não pude deixar de o fazer... a porta do elevador abriu e era ele, tinha vindo à pressa para o elevador. colocou-se ao meu lado e ao fim de uns segundos foi escolher o piso para que ia, até marcar no botão o corpo dele tocou no meu, sem necessidade, afinal de contas eramos poucos, muito poucos no elevador e antes dele sair outros sairíam antes dele, mas teve que ir carregar no piso para onde ia, olhou para mim e percorreu tão lentamente quanto pôde o decote pronunciado da minha camisa, não me incomodei...
saí no piso 1 em direcção ao cabelereiro num passo meio apressado porque tinha hora marcada e já tinha saído atrasada do trabalho, cheguei ao cabeleireiro e afinal estava 30 minutos adiantada... bolas, que desperdício porque fui a "voar" no ic19? obviamente que no ElCI, por muito que não goste da estrutura do edifício, não é difícil matar tempo, vou dar uma volta. saio do cabeleireiro e ele está à porta, como que à espera de alguém. normalmente não reparo quando me cruzo com pessoas conhecidas, mas quer dizer, é o miguel sousa tavares, seria impossível não reparar, não querer reparar, um homem que é arrogante e que tece comentários extremistas como se fosse dono da verdade, não dava para não reparar e depois fiquei, também, surpresa por ele aparentar ter pior aspecto na tv do que assim ao vivo, estranho. bem, foi a segunda vez que me cruzei com ele no mesmo dia e obviamente que tinha que reparar, quando vou a passar por ele segurou-me no braço, confesso que inicialmente o meu coração bateu com um misto de emoções que nem consigo descrever, voltei-me seguindo a origem da mão que me agarrou mas que depressa me libertou, perguntou-me directamente se queria tomar um café, acedi sem a menor hesitação mas com o coração aos pulos, que raio de situação estava eu a viver, eu, a ir tomar café com o mst naquelas condições, parece mentira que isto aconteça não?
subimos ao café onde podiamos, obviamente, fumar. sentamo-nos numa mesa tão discretamente quanto possível e sem que ambos tivessemos sequer discutido o assunto, pedimos dois cafés e um cinzeiro (que belo dia para me esquecer do tabaco, acabo de "conhecer" o mst e vou ter que começar a cravar tabaco... enfim...), puxou conversa sobre o que nos levava ali, respondi, tive que lhe falar acima de tudo dos livros dele, os que nunca li, mas que é meu objectivo ler, o tipo conversa bem e apesar daquele ar austero a sedução que está a tentar concretizar é deveras estimulante. tudo corria bem, trouxeram os cafés e o cinzeiro, puxou do tabaco pedi um para mim, bebemos o café e fumámos enquanto falavamos sem compromisso, quase que me esquecia que tinha acabado de o conhecer. terminámos, pagou a conta, acompanhou-me até ao cabeleireiro e despediu-se entregando-me um cartão que rabiscou.
fui para a manicure, ainda em negação do que tinha acabado de acontecer quando a alexia me chamou: dulcineia! dulcineia! dulcineia! tinha adormecido enquanto esperava... :-)
na realidade há pequenas partes nesta história que são verdade, fui ao ElCiI olhei e vi o mst, segurei o elevador para ele (sem saber que era ele quem lá vinha) e o corpo dele tocou no meu (não sei se por mera coincidência, se por falta de educação ou se por sedução), eu saí no piso 1 e ele continuou para o 5, não o vi mais! e nem adormeci à espera que fosse atendida no cabeleireiro porque apesar de ter chegado efectivamente 30 minutos mais cedo do que o marcado fui atendida quase de imediato! mas apetecia-me escrever e sempre me disseram que eu era boa a fazer filmes, portanto ficou aqui uma curta, muito curta, metragem!
saí no piso 1 em direcção ao cabelereiro num passo meio apressado porque tinha hora marcada e já tinha saído atrasada do trabalho, cheguei ao cabeleireiro e afinal estava 30 minutos adiantada... bolas, que desperdício porque fui a "voar" no ic19? obviamente que no ElCI, por muito que não goste da estrutura do edifício, não é difícil matar tempo, vou dar uma volta. saio do cabeleireiro e ele está à porta, como que à espera de alguém. normalmente não reparo quando me cruzo com pessoas conhecidas, mas quer dizer, é o miguel sousa tavares, seria impossível não reparar, não querer reparar, um homem que é arrogante e que tece comentários extremistas como se fosse dono da verdade, não dava para não reparar e depois fiquei, também, surpresa por ele aparentar ter pior aspecto na tv do que assim ao vivo, estranho. bem, foi a segunda vez que me cruzei com ele no mesmo dia e obviamente que tinha que reparar, quando vou a passar por ele segurou-me no braço, confesso que inicialmente o meu coração bateu com um misto de emoções que nem consigo descrever, voltei-me seguindo a origem da mão que me agarrou mas que depressa me libertou, perguntou-me directamente se queria tomar um café, acedi sem a menor hesitação mas com o coração aos pulos, que raio de situação estava eu a viver, eu, a ir tomar café com o mst naquelas condições, parece mentira que isto aconteça não?
subimos ao café onde podiamos, obviamente, fumar. sentamo-nos numa mesa tão discretamente quanto possível e sem que ambos tivessemos sequer discutido o assunto, pedimos dois cafés e um cinzeiro (que belo dia para me esquecer do tabaco, acabo de "conhecer" o mst e vou ter que começar a cravar tabaco... enfim...), puxou conversa sobre o que nos levava ali, respondi, tive que lhe falar acima de tudo dos livros dele, os que nunca li, mas que é meu objectivo ler, o tipo conversa bem e apesar daquele ar austero a sedução que está a tentar concretizar é deveras estimulante. tudo corria bem, trouxeram os cafés e o cinzeiro, puxou do tabaco pedi um para mim, bebemos o café e fumámos enquanto falavamos sem compromisso, quase que me esquecia que tinha acabado de o conhecer. terminámos, pagou a conta, acompanhou-me até ao cabeleireiro e despediu-se entregando-me um cartão que rabiscou.
fui para a manicure, ainda em negação do que tinha acabado de acontecer quando a alexia me chamou: dulcineia! dulcineia! dulcineia! tinha adormecido enquanto esperava... :-)
na realidade há pequenas partes nesta história que são verdade, fui ao ElCiI olhei e vi o mst, segurei o elevador para ele (sem saber que era ele quem lá vinha) e o corpo dele tocou no meu (não sei se por mera coincidência, se por falta de educação ou se por sedução), eu saí no piso 1 e ele continuou para o 5, não o vi mais! e nem adormeci à espera que fosse atendida no cabeleireiro porque apesar de ter chegado efectivamente 30 minutos mais cedo do que o marcado fui atendida quase de imediato! mas apetecia-me escrever e sempre me disseram que eu era boa a fazer filmes, portanto ficou aqui uma curta, muito curta, metragem!