Terça-feira, Novembro 03, 2009

estacionei o carro e fui em passo apressado em direcção ao elevador do piso -1 do El Corte Inglês, já perto da porta do elevador virei-me e lá estava ele, enconstado ao balcão da florista com aquele ar austero que o caracteriza, um ar meio lavado meio por lavar. lá estava encostado ao balcão. olhei, vi-o e ele viu-me a mim. virei-me de novo para o elevador. que giro, nunca o tinha visto ao vivo. bem, adiante. entro no elevador, marco o piso para onde quero ir e ainda me apercebi que vinha lá alguém para apanhar o elevador, fui a tempo e carreguei no botão para deixar entrar mais uma pessoa, eu estava com pressa mas como sei o que custa apanhar um elevador no ElCI não pude deixar de o fazer... a porta do elevador abriu e era ele, tinha vindo à pressa para o elevador. colocou-se ao meu lado e ao fim de uns segundos foi escolher o piso para que ia, até marcar no botão o corpo dele tocou no meu, sem necessidade, afinal de contas eramos poucos, muito poucos no elevador e antes dele sair outros sairíam antes dele, mas teve que ir carregar no piso para onde ia, olhou para mim e percorreu tão lentamente quanto pôde o decote pronunciado da minha camisa, não me incomodei...
saí no piso 1 em direcção ao cabelereiro num passo meio apressado porque tinha hora marcada e já tinha saído atrasada do trabalho, cheguei ao cabeleireiro e afinal estava 30 minutos adiantada... bolas, que desperdício porque fui a "voar" no ic19? obviamente que no ElCI, por muito que não goste da estrutura do edifício, não é difícil matar tempo, vou dar uma volta. saio do cabeleireiro e ele está à porta, como que à espera de alguém. normalmente não reparo quando me cruzo com pessoas conhecidas, mas quer dizer, é o miguel sousa tavares, seria impossível não reparar, não querer reparar, um homem que é arrogante e que tece comentários extremistas como se fosse dono da verdade, não dava para não reparar e depois fiquei, também, surpresa por ele aparentar ter pior aspecto na tv do que assim ao vivo, estranho. bem, foi a segunda vez que me cruzei com ele no mesmo dia e obviamente que tinha que reparar, quando vou a passar por ele segurou-me no braço, confesso que inicialmente o meu coração bateu com um misto de emoções que nem consigo descrever, voltei-me seguindo a origem da mão que me agarrou mas que depressa me libertou, perguntou-me directamente se queria tomar um café, acedi sem a menor hesitação mas com o coração aos pulos, que raio de situação estava eu a viver, eu, a ir tomar café com o mst naquelas condições, parece mentira que isto aconteça não?
subimos ao café onde podiamos, obviamente, fumar. sentamo-nos numa mesa tão discretamente quanto possível e sem que ambos tivessemos sequer discutido o assunto, pedimos dois cafés e um cinzeiro (que belo dia para me esquecer do tabaco, acabo de "conhecer" o mst e vou ter que começar a cravar tabaco... enfim...), puxou conversa sobre o que nos levava ali, respondi, tive que lhe falar acima de tudo dos livros dele, os que nunca li, mas que é meu objectivo ler, o tipo conversa bem e apesar daquele ar austero a sedução que está a tentar concretizar é deveras estimulante. tudo corria bem, trouxeram os cafés e o cinzeiro, puxou do tabaco pedi um para mim, bebemos o café e fumámos enquanto falavamos sem compromisso, quase que me esquecia que tinha acabado de o conhecer. terminámos, pagou a conta, acompanhou-me até ao cabeleireiro e despediu-se entregando-me um cartão que rabiscou.
fui para a manicure, ainda em negação do que tinha acabado de acontecer quando a alexia me chamou: dulcineia! dulcineia! dulcineia! tinha adormecido enquanto esperava... :-)

na realidade há pequenas partes nesta história que são verdade, fui ao ElCiI olhei e vi o mst, segurei o elevador para ele (sem saber que era ele quem lá vinha) e o corpo dele tocou no meu (não sei se por mera coincidência, se por falta de educação ou se por sedução), eu saí no piso 1 e ele continuou para o 5, não o vi mais! e nem adormeci à espera que fosse atendida no cabeleireiro porque apesar de ter chegado efectivamente 30 minutos mais cedo do que o marcado fui atendida quase de imediato! mas apetecia-me escrever e sempre me disseram que eu era boa a fazer filmes, portanto ficou aqui uma curta, muito curta, metragem!

Terça-feira, Outubro 27, 2009

o que é que se diz a um grupo de pessoas que "abusam" de nós?

HOPE YOU ALL GET FUCKED VERY MUCH!!!!! FROM BEHIND!

Domingo, Outubro 25, 2009

[perspectivas]

estou bêbeda.
são 9h da noite e estou bêbeda.
já percorri as ruas do costume vezes sem conta, hoje a noite está a custar mais a passar, afinal de contas são 9h da noite e eu estou bêbeda mas não tão bêbeda que a noite passe por mim sem que eu dê por ela. cambaleio para a esquerda, para a direita, já não sei se sou eu que estou torta se é o mundo que está realmente a abanar. sento-me no pequeno degrau que deu outrora acesso a uma vida que não existe mais, a um conjunto de vidas, um conjunto daquelas vidas a que as pessoas normais, seja lá isso o que fôr, chamam família. sento-me neste pequeno degrau que outrora foi o pequeno degrau de vidas (talvez) felizes e tenho a (vã) esperança de que me dê felicidade a mim. esta porta é velha, tão velha como eu talvez nunca venha a saber e dou por mim a desejar saber afinal como é ser assim tão velha, mas não quero ser esta velha, bêbeda, a cambalear, quero ser aquela velha, a que viveu do lado de lá desta porta, a que tinha marido e filhos, talvez até tenha tido netos, sim, teve com certeza, aqui, do lado de lá desta porta viveu certamente uma velha feliz, a velha que eu queria saber mas a quem a morte prematura não vai permitir conhecer. queria ser eu, aquela velha. queria ter a chave que me permite entrar nesta porta tão velha, é tão velha esta porta, queria ser eu a entrar nesta porta velha. sento-me no pequeno degrau que dá acesso a uma vida feliz. as linhas ténues da vida. estou viva, estou morta. sou feliz, sou triste. estou sóbria, estou bêbeda. estou viva, estou morta. esta porta é a ténue linha que separa a minha jamais velha vida da vida daquela velha, a tal, com marido e com filhos e com netos que brincam.
sento-me no pequeno degrau que dá acesso a uma vida feliz, sento-me, encosto-me à ombreira da velha porta, mas não consigo, estou bêbeda, não sei se não consigo manter-me firme encostada a ela ou se ela me expulsa, se não me quer, se me coloca de novo na rua, sozinha. sou uma mulher sozinha na rua, uma mulher bêbeda, sozinha na rua. é o que sou.
levanto-me, vejo-os passar, tão jovens, tão cheios de vida ou tão vazios da mesma. olho para eles de soslaio, não quero que me vejam como uma bêbeda, quero que me vejam como alguém que pode morar do lado de lá desta porta velha, com sorte consigo observá-los sem que me observem a mim, é a vantagem de ser só mais uma bêbeda numa grande cidade, ninguém nos vê, mas eu vejo-os, observo-os, absorvo-os. ainda agora vejo aquele casal, parecem um casal, mas não sei se o são realmente, saem juntos do mesmo carro, mas não se tocam, não dão a mão, não se abraçam, não se protegem, não, estes nunca poderiam viver do lado de lá desta porta e se o tentassem fazer a porta com toda a certeza os expulsava como me expulsou a mim. olho para eles, serão um casal? porque não se comportam como um casal? eu estou bêbeda, não vejo bem e não sei discernir o que vejo, são amigos, são amantes? não interessa, não me interessa, eu não quero saber deles, eles não entram nesta porta, ninguém entra desde há muito tempo de certeza, a fechadura não parece utilizada, parece velha, mais velha que a própria porta, será? tenho que sair daqui, estou parada à demasiado tempo no mesmo sítio e para uma mulher bêbeda numa grande cidade, uma mulher bêbeda numa grande cidade, ninguém vê e como ninguém nos vê somos alvos mais fáceis.
sinto que o álcool começa a faltar a este corpo, afasto-me da porta ou ela afasta-me a mim. sigo o meu caminho por estas ruas da grande cidade. hoje não está a chover e ainda bem, não é fácil encontrar abrigo debaixo de chuva, os poucos abrigos que há estariam ocupados.
dou por mim a percorrer as ruas da cidade, tantas quantas consiga à procura de mais portas, quero uma porta, velha, feliz, que me deixe entrar. bebo um copo aqui e ali, onde me servem sem pedir pagamento em troca. continuo a mesma luta, a mesma procura. já não sei de onde saí e não sei voltar. não encontro porta alguma que me aceite, quero a outra porta, a velha, a porta onde um dia viveu alguém com marido e filhos e netos que perturbam o silêncio com as suas brincadeiras. não sei voltar, tento levantar o rosto, tento perceber onde estou e de onde vi. o dia está quase a amanhecer e não quero amanhecer noutro sítio que não seja naquela porta, a porta das vidas felizes. quero adormecer e acordar ali, ao pé da porta que devia ser a minha porta. é ali que quero estar mas.. a morte prematura não me vai deixar saber nem o que é ser velha e nem saber o que é acordar junto aquela porta.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

na passada terça-feira fui para coimbra sozinha, o gps amigo que tenho no telemóvel levou-me até ao local que tinha que ir, quando de lá saí para ir para o hotel disse ao meu colega que não precisava de indicações, o gps amigo leva-me lá! leva-me lá mas é o c@rv@lho, calou-se, perdeu o pio e não o recuperou, demorei cerca de 1 hora e meia a ir ter ao hotel a fazer um (naquele caso fiz mais) percurso que devia ter feito em 15 minutos!! enfim, lá cheguei ao hotel de onde decidi nao sair mais, para não me perder sozinha em coimbra onde não conheço absolutamente ninguém e toda a gente sabe que coimbra é perigosíssima mas eu estava naquela altura num estado de stress tal que pegar no carro a seguir sem gps era impensável.. enfim, no dia seguinte (ontem) todas as deslocações correram bem, apesar de gps sem pio, não me pude fiar nele, e lá fui com a bela da intuição, e resultou (como já resultava antes da era gps, até tenho um sentido de orientação porreiro, tenho é que saber a direcção para onde fica o meu destino). confesso no entanto que a alegria que me inundou quando vi a placa a indicar lisboa foi tanta que até buzinei em jeito de felicidade! entrei na auto-estrada (A1) e começou a dar-me o sono, algo perigoso para quem tem que fazer 200kms, ia ali num tenho sono não tenho, olhei para o indicador na auto-estrada e já só faltavam 98kms, que bom... já só me faltam 5 viagens casa-trabalho, mais coisa menos coisa.
eis se não quando, vejo um carro que em tempos adorei, e do qual continuo a gostar bastante, o seat leon, vermelho, vidros escurecidos bem a minha frente, matricula **-EQ-** , "uau, o carro é mesmo giro", pensei para os meus botões. ultrapassei-o, eu com o meu modesto opel corsa cinzento, quando percebi que ele se deixou ultrapassar, lá dentro vinha um tipo giro que veio neste ultrapassa, deixa ultrapassar comigo durante toda a viagem, colocava-se ao meu lado, sorria-me e lá viemos grande parte da viagem nos 140/150, ocasionalmente 160, vim portanto com companhia durante toda a viagem, nas portagens parámos na mesma, ele à frente eu atrás, ele "esperou" por mim e só nos separámos na 2ª circular, ele saiu para o eixo norte-sul e eu continuei, antes de sair da 2ª circular, colocou-se ao meu lado, sorriu e disse-me adeus. foi muito muito giro e manteve-me desperta durante toda a viagem. bem sei que é perigoso, já me seguiram duas vezes até casa, quando ainda morava com os pais e o coração bateu mas de medo... mas não posso deixar de achar piada ao episódio de ontem, quem era aquele tipo? acho que nunca vou saber...
o mistério que estas situações acarretam é absolutamente delicioso, confesso. sobretudo porque ainda nunca tive um problema resultante destas brincadeiras. obviamente que as vezes em que me tiraram fotos em plena auto-estrada na fila para a ponte 25 de abril podem ter resultado em fotos minhas em locais "escuros" na internet... mas fazer o quê? :-) querem tirar foto? pronto, tudo bem tirem lá.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

que os políticos nas juntas de freguesia de pequenas vilas tentem estar mais próximos do eleitorado eu não só percebo como acho útil que as pessoas saibam em quem andam a votar e que os possíveis eleitos conheçam afinal as necessidades diárias de quem, potencialmente, lhes dá o voto.
não sei se foi feito em queijas, a pequena vila em que habito às portas de lisboa, algum comício e/ou esclarecimento de dúvidas, não sei, dou o benefício da dúvida, não estive atenta, agora uma coisa tenho a certeza, recebi mais que demais publicidade partidária na minha caixa do correio e nunca recebi um convite a deslocar-me não-sei-onde não-sei-quando para ouvir os programas e para colocar questões, mas tudo bem, eles podem ter feito e os carteiros foram ganaciosos e decidiram arrecadar tudo quanto era esse tipo de convite, tudo bem...
ontem quando cheguei à escola onde voto, lá estava ele o presidente não com uma postura de proximidade mas com uma postura de controlo "orçamental" ao voto, não achei bem, muito menos por o presidente pré e pós apuramento de votos fazer parte de uma longa equipa que tem por base uma pessoa que foi considerada CULPADA aos olhos da justiça, não percebo como é possível que hajam tantas pessoas no concelho de oeiras que afinal de contas digam sim ao roubo...

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

hoje sou descartável.
este sentimento de que não passo de algo que se usa e deita fora é um sentimento que tive já algumas vezes ao longo da minha vida e (quase) sempre, infelizmente, nas relações que mantenho com as pessoas, não nas relações a dois aquelas que envolvem sexo e trocas de fluídos, nas relações com as outras pessoas, os amigos, os pouco mais que conhecidos, os colegas de trabalho. sinto-me descartável.
tenho vontade de os mandar a todos para o carvalho, tenho (mais uma vez) vontade de fugir e de desaparecer, porque raios me continuo a entregar mais do que devo, mais do que me apetece, quando sou solicitada se depois de cumprida a tarefa para que me solicitam, depois de consolidar as pessoas à volta de algo, me descartam? sou eu que tenho que marcar durante dois anos seguidos os jantares, sou eu que tenho que tentar envolver as pessoas, mas depois, dois anos depois de consolidar os grupos já não sou necessária, se estou, estou, se não estiver paciência, a minha opinião já não conta mais porque na realidade nunca contou muito, contou a capacidade (razoável) que tenho para juntar pessoas com um propósito qualquer.
hoje sinto-me descartável.
tantas e tantas vezes o jarro vai à fonte que lá deixa não-sei-o-quê (acho que é este meu imenso conhecimento de provérbios populares que me faz ter a tal capacidade, razoável, de juntar as pessoas). bem, acho que é isso que me esta a acontecer, deixei a asa na fonte (é a asa?) e sem asa o jarro não vai mais à água porque não tem por onde se lhe pegue, bem sei que com jeitinho podemos "abraçar" o jarro e levá-lo, ele não tem mais a asa por onde se lhe pegue mas continua a conseguir transportar água, a sua utilidade existe, só é de mais difícil utilização, acho que é isso, sou descartável, mas ainda tenho uso, não tenho é vontade de permitir que me utilizem mais.
acho que este é mais um grito do ipiranga.
estou-me a cagar para ir andar de karts, uma coisa que nem aprecio porque sou muito maricas e acho que me vão virar a porcaria do kart e magoar-me, só porque a H será a única mulher na pista com eles, ela se não quisesse andar não andava e pronto, mesmo que eu fosse "chorar" que se ela não for sou a única mulher no meio dos gajos.
estou-me a cagar para o facto de estar num exame, a professora sair da sala e toda a gente fazer perguntas, eu dar a resposta para que todos oiçam, deixar o teste parado e virado para que melhor consigam copiar por mim, e estas pessoas, os meus colegas, os pouco mais que colegas, vêem um erro que tenho e não são capazes de me avisar... foram-se carvalho!!!
esta minha mania de carregar os outros aos ombros sem que mo peçam e sem sentir retorno da minha entrega tem que acabar, sim porque eu dou sim mas também quero receber, não sou nem quero ser a madre teresa, e portanto se dou tenho que receber, é assim ou deviamser assim que funcionam as relações entre as pessoas, situações de win-win (buscando a analogia nos negócios) e não situações de win-loose, estou farta de ficar do lado perdedor da segunda analogia, estou farta de ficar no loose side, portanto, preparem-se estou determinada a lutar, por mim, pela minha sanidade mental. portanto hoje sou descartável e talvez amanhã também seja, mas amanhã não vou ser eu a consolidar grupinhos, para como de costume acabar por me sentir assim, como me sinto, hoje, descartável.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

porque o meu sonho é poder ajudar alguém a realizar o seu, fica aqui oficializado (ainda que tarde e a más horas) o meu apoio e VOTO ao Luís Monteiro, espero que consiga mesmo realizar este sonho e provar que afinal.... basta persistir (e mais umas coisinhas mas pronto).

aqui fica o link, votem!!!

http://rumoantarctica.com/22558.html

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

na falta de melhor e porque este sábado vou ver, novamente, o fantástico, Ruy de Carvalho, na peça de Teatro O Camareiro em cena no Teatro D. Maria II, aqui fica a história que copiei na íntegra da página do próprio teatro e que achei deveras interessante ("...antiga sede da Inquisição...").

"O Teatro Nacional abriu as suas portas a 13 de Abril de 1846, durante as comemorações do 27 aniversário de Maria II (1819-1853), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Na inauguração, foi apresentado o drama histórico em cinco actos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Aguiar de Loureiro.
Mas a história do Teatro Nacional de Dona Maria II, começou dez anos antes da sua inauguração. Na sequência da revolução de 9 de Setembro de 1836, Passos Manuel assume a direcção do Governo e uma das medidas que tomou nesse mesmo ano foi encarregar, por portaria régia, o escritor e político Almeida Garrett de pensar o teatro português em termos globais e incumbi-lo de apresentar "sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa". Por esse mesmo decreto, Almeida Garrett ficou encarregue de criar a Inspecção-Geral dos Teatros e Espectáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional "em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais".
O ambiente Romântico que se vive nesta altura em toda a Europa determina a urgência em encontrar um modelo e um repertório dramatúrgicos nacionais, assumido que era que da afirmação de uma “arte nacional” dependia uma melhor e mais exacta definição da própria nação. Ou seja, o aparecimento de um teatro (e de um repertório) nacional era uma questão não só cultural como, sobretudo, política e assumida como um assunto estreitamente ligado à própria independência da nação.
Entre 1836, data da criação legal do teatro, à sua inauguração, em 1846, funcionou um provisório teatro nacional no Teatro da Rua dos Condes (mais tarde transformado em cinema Condes).
O local escolhido para instalar o definitivo Teatro Nacional foram os escombros do palácio dos Estaús, antiga sede da Inquisição e que, também em 1836, tinha sido destruído por um incêndio.
A escolha de um arquitecto italiano, Fortunato Lodi, para projectar e executar o Teatro Nacional não foi isenta de críticas e só em 1842, Almeida Garrett consegue dar início às obras.
Durante um largo período de tempo o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço / Robles Monteiro que permaneceu no teatro de 1929 a 1964.
Em 1964 o Teatro Nacional foi “palco” de um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.
Em Março de 2004, o TNDM II foi transformado em sociedade anónima de capitais públicos, passando a denominar-se TNDM II, S.A. – gerido por administração própria e sujeito à superintendência e tutela dos Ministros das Finanças e da Cultura."

já agora, a peça onde tinha já visto o Ruy de Carvalho foi a peça "Palhaço de Mim Mesmo" representada pelo Ruy de Carvalho e pelo filho João de Carvalho e foi de uma emoção que só quem a viu e absorveu consegue descrever, os actores são, obviamente, do melhor (ainda que o João de Carvalho dificilmente se possa comparar com o pai, é até injusto, apesar de inevitável, que o façamos) e a peça foi fabulosa, amei. uma peça escrita em homenagem ao próprio Ruy de Carvalho de Paulo Mira Coelho, em que pudemos observar o homem actual e o homem em velho, numa viagem que reflecte a essência do ser humano, enfim, fantástico, e já lá vão cerca de 5 anos.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

não sei estar de férias enquanto não passa algum tempo, no meu caso ainda só passaram 2h... mas ainda assim, parece que já estou perdida... workaholic or workalover? neither!

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

só por causa da porcaria dos comentários com símbolos que não percebo todos os comentários vão passar a ser aprovados... também não costumam ser assim tantos, este blog é a modos que familiar...